Em meio aos efeitos sociais e econômicos da pandemia do novo coronavírus, os últimos acontecimentos no cenário político nacional levaram à retomada na mídia dos debates relacionados a Ditadura Militar Brasil (1964-1985). Alguns manifestantes no último domingo ( 19), contrariando a Constituição Federal, se posicionaram em Brasília a favor de uma suposta intervenção militar, de forma mais específica, desatacaram as medidas estabelecidas pelo Ato Institucional nº 5 emitido durante o governo de Artur da Costa e Silva no dia 13 de dezembro de 1968. Ato este que endureceu o regime militar, iniciando o período de mais intimidação e violência da ditadura conhecido como “Anos de Chumbo”.
Esse momento é apresentado por muitos pesquisadores como um dos cenários mais obscuros da nossa história, marcado justamente por medidas voltadas a ampliação das ações dos militares no sentindo de restringir ainda mais no país, a liberdade, a cidadania, a democracia, os direitos civis e políticos da população, como explica historiadora Lilia Schwarcz, “era uma ferramenta de intimidação pelo medo, não tinha prazo de vigência e seria empregado pela ditadura contra a oposição e a discordância|1|
Dessa forma, entendendo a importância de retomar a discussão dessa temática com os estudantes durante esse período de isolamento social, a professora de história do Colégio Estadual Rio Branco, Kécia Dayana, propôs um desafio a alguns alunos e ex-alunos do Cerb solicitando a elaboração de um vídeo, em que apresentariam as características da Ditadura Militar do Brasil, com ênfase nos principais Atos Institucionais, as práticas de tortura, censura, assim como as consequências negativas do período.
O propósito da atividade foi proporcionar um momento de interação entre os conteúdos já trabalhados em sala, com o atual debate político no país, evidenciando a relevância da atuação de cada estudante como agentes histórico, político e social, como afirma a docente: “ Percebo diante da minha prática na sala de aula a necessidade de cada vez mais, evidenciar aos meus alunos que somos sujeitos ativos e transformadores da nossa própria história. Além disso, precisamos estudar as mazelas do nosso passado, para que ações contrárias a democracia e cidadania no Brasil não permaneçam sendo realizadas”.
Participaram do desafio alguns estudantes do Ensino Médio como Letícia, Bruna, Lunna Victória e Maria Eduarda e também ex-alunos da instituição como Tainara, Guillherme, Isaac, Thiezze e Lucas.
|1| SCHWARCZ, Lilia Moritz e STARLING, Heloísa Murgel. Brasil: Uma Biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 455.
Matéria feita pela professora de Historia Kécia Dayana que propos a atividade.
Parabéns professora Dayana!!!